vendredi 20 mars 2015

Ontem fui ao teatro

Momento colorido, iluminado, trepidante. 
Actores maravilhosamente vestidos.
Cenário que nos permite mergulharmos numa espécie de quadro dos realistas americanos. 
Parece 'leve' mas é uma parábola brutal e pesada. Do palco, e transmitidos em frenesim de actores, levamos murros de ganância, desonestidades,   tentativas de recriação de identidade - frustradas pela inevitabilidade de a termos fatalmente colada à nossa pele e à nossa alma por anos primários de 'enculturação'-. E desistência .  
Mas o mais chocante é a hipocrisia. 



(fotografia roubada aqui: http://www.espalhafactos.com/2015/03/15/albano-jeronimo-ajuda-nos-a-compreender-pirandello/)

Condecoraram o Avô 


... ( e mais seis antigos militares milicianos)  por serviços prestados à Pátria.
No seu peito foi-lhe posta uma medalha concedida há 42 anos mas adiada à conta dos 'heróis de abril'.
Muito bonitas as breves palavras do Comandante do Regimento.
Muita emoção.
Muito deslumbramento nos olhos destes meninos.

mercredi 18 mars 2015

Epifania absoluta!
Reencontrei a manicure "da minha vida" num novo "salão" que abriu aqui pertinho.  A cabeleireira responsável já a conhecia eu  há qu'anos, de um sítio também a dois passos, e que fechou por razões de rendas e crises e coisas assim. A manicure, encontrei-a por acaso, há uns dois anos, numa ida a um espaço desconhecido que passou a ser semanal, só para lhe entregar, a ela e a mais ninguém, as peles nojentas das minhas unhas. Um dia, quando lá entrei, disseram : "A C. foi deslocada para outro salão. ". E eu virei costas e desloquei-me para casa, de unhas tortas e peles invasoras.  
Desde aí tem sido uma lástima de cutículas orfãs. Até hoje. Abri a porta para dizer olá e parabéns e eis que ela me aparece.
Yeeeeaaaaahhhhh! A felicidade aqui ao lado. 
Estou de mãos leves como borboletas....

lundi 16 mars 2015

Hoje estive em guerra acesa com um computador/torre que me foi deixado em casa, porque démodé, por uma das minhas crias. Andava há que tempos a ameaçar que o deitava fora e, quando me deram autorização para o fazer, enchi-me de escrúpulos por deixar ao Deus dará fotografias e documentos eventualmente guardados. Imaginei a cara do meu bebé - que já tem 8 anos...-  a ser usada em publicidade sabe-se lá onde, ou as imagens dele e dos irmãos em fato de banho, pequeninos, no Algarve, em posts numa rede de pedófilos.... E também pensei que seria útil, apesar de velhinho, para que  o usem, já que lá por casa é quase  proibido tocar nos Ipads e phones e pods e outros que tais, todos portáteis. 
Pensei, assim, tentar retirar toda a informação pessoal e levá-lo, depois,  a uma "oficina" para limpeza e afinação.
Então andei a desencantar cabos de ligação para a electricidade e para o monitor e arranjei um rato novo. Que me irritou tanto porque é sempre aquele desespero de cortar pele, e partir unhas, para abrir as embalagens plásticas, herméticas, rijas; se lhes metemos uma faca ou uma tesoura é fatal que alguma nos salte, rés-vés o nariz. 
Enfim, liguei tudo diretinho a achar que se  funcionasse seria um milagre eu ter acertado no sítio certo.
Aquilo "pegou" logo à primeira e o monitor deu-me luz. Entusiasmo de pouca dura foi o meu, pois estava bloqueado. Vá de mensagens a inquirir a palavra passe. Que nunca teve, que não sei, que se houve foi outro quem a criou.
Googlei. 
Um brasileiro muito "cara" e talvez hacker ensinava o "pessoal,  hein? viúú´?", pacientemente em vídeo, cada passo de intromissão no mundo informático alheio. Tomei nota  num papel e fui cumprindo. 
Está feito. Fotografias desde há sete anos, passadas para uma pen e banidas (acho eu ...que desejo  não estejam ainda por lá num canto do disco rígido). 
Foi a tarde inteirinha em suspiros de sofrimento de cada vez que o sistema caía, talvez porque a tomada de entrada do cabo do monitor tem um só parafuso. 
Lembro-me de há uns quinze paleoliticos anos,  quando declarei que iria fazer um curso de "iniciação aos computadores" alguém me ter dito "Nãããã...não vale a pena. Esqueces-te de tudo num instante. Seria preciso que os usasses com frequência". Mas fui na mesma.  
Pois.