vendredi 27 février 2015

Hoje lá fui finalmente às compras. Zonza mas absolutamente convicta de que não é uma constipação forte que me impede.
Deixei o carro longe do Supercor, no cimo da avenida,  e, no regresso, tive de largar o carrinho a meio da rampa pois os bofes rebentar-se-iam se eu me atrevesse a dar mais um empurrão nas compras. Acho que cada músculo do meu corpo se recusa a mexer. Peguei só no garrafão de água e subi, largando o resto junto ao prédio, pensando que fazer duas viagens de recolecção é menos dificil do que trazer a caça inteira aos ombros.
Vi , de longe, um homem enorme encostado, quase colado, ao meu carro, no lado do condutor. Achei que estaria a tentar abri-lo mas, ainda de longe, percebi que mexia num telemóvel. Mas tão em cima do carro?? Estranhei e tive medo. 
Abeirei-me com jeitinho e em guarda, meti o garrafão pelo lado do morto rapidamente, tranquei e desci para ir buscar o saco que tinha ficado no carrinho. Voltei a subir, o homem não se mexeu um centimetro. Não estava encostado mas os seus jeans tocavam a dobradiça da porta traseira do "meu" lado. Ou seja, para entrar no carro teria quase de lhe pedir licença. Ele sentiu-me de certeza, a não ser que fosse surdo, voltar a abrir a porta do lado do morto, não me olhou de frente mas os óculos espelhados permitiam-lhe ver-me de lado. 
E continuou sem se mexer.
Voltei a trancar o carro, afastei-me, desci o passeio deserto a essa hora - ou com dois ou três passantes esporádicos, e fui ao supermercado saber se teriam seguranças. Não. Já não têm. 
E agora?? Não vou ligar para a polícia por causa de um homem que se não desencosta.... 
E não é que quando regresso ao passeio, vejo do outro lado da rua três (3!!!) GNRs a cavalo, paulatinamente subindo a avenida ? Esqueci-me que tinha bofes sofredores de gripe e quase corri para chegar, no mesmo tempo que eles, ao sítio onde tinha o carro. O homem ficou-se a olhar para eles, estático, enquanto eu disse bem alto "Importa-se de sair que eu tenho de abrir a porta, por favor?". E zás! Entrei, tranquei-me carreguei na embraiagem - se não o caprichoso não pega- e ala para longe dali. Nem olhei para trás...
Acho que passarei a parcar no parque. 

mercredi 25 février 2015

Quinto dia e ainda miserável, embora já respire pelo nariz.
É aquela fase em que me dou conta de como me esqueço que sou mesmo constítuida por matéria bioquímica cujo equilibrio facilmente se altera. E olho para os os outros - os que não espirram, nem tossem, nem têm febre nem os beiços a rebentarem, nem ranhocas nojentas a escorrerem nariz abaixo - em modo de admiração por existirem pessoas "tão bem" e mais, por eu própria já ter estado "assim", saudável e sem sequer  me dar conta da saúde nem dar vivas ao meu estado a cada minuto.
É que ter matéria dá muito trabalho. E canseira.

samedi 21 février 2015

Absoluta gripe.
Nariz tapado como se lá tivesse enfiado os tampões de não ouvir. Para não cheirar, então.
Mil garras a rasgarem-me a traqueia, 
Espirros, espirros, espirros, boca quente e olhes ardentes. Tosse, tosse, tosse.
Cinco dias. Eu nem quero acreditar que serão cinco dias...
Pacho de álcool no peito. Fico sem pele mas amanhã estarei melhor. Espero.

vendredi 20 février 2015

Tenho um carro novo.
Com mudanças pois não admito não ser eu a saber quando mudar de terceira para segunda. 
Que se mantém mudo e quedo se tento a ignição sem calcar primeiro a embraiagem.
Fenece se paro em ponto morto num semáforo, assustando-me, ainda, pensando que lhe deu um treco repentino. O sobressalto repete-se quando carrego na embraiagem, esquecida, para meter primeira, e ele destata a ronronar sozinho como que por magia.
E acende uma luz se acelero, muito perto, atrás de um carro em andamento. 
É estridente quando arrisco o parqueamento em porções de espaço pequeninas e ainda mais se todos os cintos de cada passageiro não estiverem apertados.
Os faróis sabem de cor quando devem alumiar.
Restam-me definitivamente as mudanças.  
Eu sei que daqui a uns tempos seremos amigos e que cada uma das nossas idiossincrasias se acomodarão.
(...e dá-me um apito à chegada a um espaço de velocidade controlada... )