mercredi 7 janvier 2015

Frio...
De repente toda a gente se fez cágado bípede em carapaça de casacões  e pescoço de écharpes.
E há os que tentam resistir encolhendo para metade o volume corporal, em passinhos rápidos a fugir do frio mas de pernas perras. 

lundi 5 janvier 2015

E persistes em fazer Sintra/Lisboa pela Marginal?
Sim!
Porquê?
Porque a Marginal não é um lugar de passagem. 
Então?
É de paragem.


samedi 3 janvier 2015

Não há Luar com' o de Janeiro
Nem Amor com' o Primeiro.

vendredi 2 janvier 2015

Fiz.
E fartei-me de sonhar. 
Porque, se durmo directas 6 horas sem parar,   deitando-me à 1 da manhã, não me lembro do que vagueei durante o sono quando me levanto às 7 e pouco. 
Mas esta noite, feita a meia dúzia, plim, olhos abertos, vagueei pela casa à procura de água e de sítio para a verter, voltei para a cama, enrosquei-me deliciada no quentinho das penas e a partir daí até às 7:30 foi um sem fim de gente a visitar-me e a obrigar-me a viver situações inesperadas... 
Não é bom. O sono da meia noite tira-me as olheiras mas leva-me a um sobressalto de alma que dura o dia inteiro. 
Porém, decisão de princípio do ano é para cumprir.
E também fui andar a pé. Não ao rio mas à Praça dos Jerónimos, desde o CCB até ao correio e às lojas de Belém. Em arrepios de sol escaldante e sombra gelada.
Espantada com a fila incomensurável de turistas para entrarem no claustro do convento. E perguntando-me como é que se aguenta estar em férias numa terra ensolarada e estacar horas perdidas numa bicha, igual à dos supermercados, como se para comprar batatas. Aconteceu-me uma vez em Bruxelas, tentando ver o recém inaugurado Museu Magritte. Já com bilhetes pré-comprados, percebendo da necessidade de enfileirar para entrar no elevador, dei meia volta e saí. E nem estava sol. Fiquei com pena de não voltar a ver o Empire des Lumières ao vivo mas retenho o (bom) choque que foi dar de caras com ele na minha primeira visita ao Beaux Arts. E tenho uma réplica na parede da cabeceira. 
E pronto. O resto foi bom: pastel de cerveja comprado quase em frente aos gordurosos natas de Belém, alfinete na novissima Missangas e Companhia para fechar bem o poncho que se me abria ao vento frio e negócio fechado com a senhora do correio: ia devolver uma camisolona GAP que encomendara em duplicado, ela achou que ficaria bem ao filho, deu-me o dinheiro respectivo o qual, combinámos, ficará no envelope até á certeza de que lhe serve.
E à tarde Marginal fora, em reflexos de foz do Tejo, até Sintra desfolhada pelo Inverno. E outros, vários, arrepios, porque parei à frente das ruínas de um casarão que dizem ter sido lar de orfãs no princípio do séc XX. O que seria ser orfã, interna, nas brumas da Vila...

(e a senhora do correio telefonou informando que a camisola serve ao filho)