jeudi 1 janvier 2015

É estúpido chegar a esta idade e continuar a fazer "planos de melhoramento pessoal" para o ano que entra. Sobretudo sabendo de antemão que  metade deles não vão ser cumpridos.
Para já, já entrei irritada porque não passei para as novas folhas, imaculadas e direitas sem uma única ruga nem traço, da Mini Filofax  (que persisto em utilizar pois que essa não me cai na água da casa de banho como o telemóvel que continuo a enfiar no bolso de trás das calças)  as datas de anos dos amigos e família extensa. Irrita-me não ter esse "dever" cumprido mesmo sabendo que nem sempre a abro e me perco nos dias.
Hoje e a partir de hoje deitar-me-ei às 11 horas, dormirei o sono da meia noite e irei sempre que não chova andar a pé pelo rio ao menos 3 vezes por semana.
Amanhã escreverei, aqui, se cumpri.

mercredi 12 novembre 2014

Vi-a da rua, de relance, quando eu chegava de carro. 
Encostada a uma janela grande dentro do centro comercial. Tão grande a janela que ela parecia ínfima e de tão encolhida estava magérrima. Chorava. Copiosamente.
Entrei pela porta pesada, hesitei no caminho para a relojoaria mas não resisti e fui à sua procura, ver se ainda lá estava. E sim, estava. Atrás da coluna, a olhar para fora, de lenço na mão e cara molhada. Fingi que me tinha enganado no caminho e que a via por acaso. Parei e
‘Então? Precisa de ajuda? É alguma coisa muito grave?‘
E quando me aproximei vi-a, afinal alta, enorme, nada magra, cara linda, boca inchada de choro mas em meio sorriso conformado.
‘Não’ e limpava a cara. ‘Não é grave’ e sorriu mais abertamente como se o choro fosse tontice mas quase a chorar outra vez. 
Pus-lhe a mão num braço e senti-lhe o calor de mulher plena, aquele calor que só existe numa mulher fértil. Acho que era o calor que eu encontrava na minha mãe.
 ‘Não chore! Não chore tanto! A vida é tão boa não vale a pena gastá-la, assim’.
‘Obrigada’, respondeu-me.

 E afastei-me a fungar, reconhecendo-lhe o desgosto dos dias amargos de desgostos menores e inúteis. 

dimanche 28 septembre 2014

Com a derrota de Seguro acaba-se, julgo eu, aquele grupinho de socialistas "arrumadinhos" e preconceituosos, preocupados com a "imagem", com pouco mundo e a deitar o olho para quem o tem, em modo de aprendizagem tardia embora mantendo a inveja primária de quem se civiliza tarde mas nunca perde o despeito.
Que viva Costa!