samedi 19 juillet 2014







Uma semana de permeio. Na Praia Grande.
Esta espécie de lápis - ou de giz? a assinatura do artista não parece dizer "chalk"? -  foi feita no Inverno, após as grandes ondas que levaram areia. Depois o mar devolveu parte. Na semana passada pensei nos arqueólogos que irão descobrir a "pintura rupestre". E fotografei-a em cima de um tapete macio . Uma semana depois voltei à caminhada, parti uma unha do dedão grande do pé ao bater num pedregulho pontiagudo, fotografei a figura au complet e seguramente mais para cima do que no dia em que foi pintada e espantei-me, como sempre, com as toneladas de grãos que andam ao sabor das marés...

mardi 1 juillet 2014

Varanda em princípio de Verão

O mesmo mar infinito.
A areia em palco de actores diversos.
O sol.
Ainda há quem case; os casamentos são rituais de encontros, ou reencontros, coloridos.
E há bebés. Cujos pais deixam as mães dormir, manhã cedo, e tomam para si, só, o encanto das descobertas primárias revendo-se ou redescobrindo a magia das sensações novas.






mercredi 11 juin 2014

Tive um sonho.
E é tão raro sonhar...
Conduzia qualquer coisa muito grande. Achava eu, no princípio do sonho, que era um  camião TIR, com atrelado e tudo.
Via o Tejo e a sua foz. E sol.  Muito sol a cintilar naquela imensidão azul.
Ao passar em Santo Amaro de Oeiras, parei para tomar um café rápido. Ali mesmo à beira da água (talvez na marginal?) deixei o "veículo" encostado e  vi-me a não confirmar se estava bem travado. Mas tanta era a pressa da cafeína ...
No subconsciente (temos subconsciente nos sonhos, percebi hoje), fiquei preocupada. Tanto que a meio do gole de café fui à montra espreitar. Eis que vejo o "veículo"...Não um camião mas um petroleiro enorme, cuja âncora se tinha desprendido das fracas areias da praia e à deriva, a grande velocidade, ia ao sabor do esvaziamento da maré, quase a chegar a Carcavelos. Enorme e livre!
Liguei para o 112 em aflição. O senhor que me atendeu ao invés de se zangar deu-me os parabéns por ter chamado e garantiu-me que iria tentar solução.
Mas como se consegue "agarrar" um barco destes, assim enorme?- perguntava-me eu em total desesperança aflitiva.
E acordei.
Já há muitos anos não tinha este alívio de perceber que afinal a vida dos sonhos não é real.