mardi 1 juillet 2014

Varanda em princípio de Verão

O mesmo mar infinito.
A areia em palco de actores diversos.
O sol.
Ainda há quem case; os casamentos são rituais de encontros, ou reencontros, coloridos.
E há bebés. Cujos pais deixam as mães dormir, manhã cedo, e tomam para si, só, o encanto das descobertas primárias revendo-se ou redescobrindo a magia das sensações novas.






mercredi 11 juin 2014

Tive um sonho.
E é tão raro sonhar...
Conduzia qualquer coisa muito grande. Achava eu, no princípio do sonho, que era um  camião TIR, com atrelado e tudo.
Via o Tejo e a sua foz. E sol.  Muito sol a cintilar naquela imensidão azul.
Ao passar em Santo Amaro de Oeiras, parei para tomar um café rápido. Ali mesmo à beira da água (talvez na marginal?) deixei o "veículo" encostado e  vi-me a não confirmar se estava bem travado. Mas tanta era a pressa da cafeína ...
No subconsciente (temos subconsciente nos sonhos, percebi hoje), fiquei preocupada. Tanto que a meio do gole de café fui à montra espreitar. Eis que vejo o "veículo"...Não um camião mas um petroleiro enorme, cuja âncora se tinha desprendido das fracas areias da praia e à deriva, a grande velocidade, ia ao sabor do esvaziamento da maré, quase a chegar a Carcavelos. Enorme e livre!
Liguei para o 112 em aflição. O senhor que me atendeu ao invés de se zangar deu-me os parabéns por ter chamado e garantiu-me que iria tentar solução.
Mas como se consegue "agarrar" um barco destes, assim enorme?- perguntava-me eu em total desesperança aflitiva.
E acordei.
Já há muitos anos não tinha este alívio de perceber que afinal a vida dos sonhos não é real.

jeudi 29 mai 2014


Hoje no supermercado, enquanto punha as minhas compras na 'passadeira', e ao ajeitar o separador, dei uma topada em duas caixas sobrepostas de mini-tomates - pertencentes à cliente que me antecedia - e que estavam em espera para serem scanarizadas. A de cima escorregou, abriu a tampa e alguns caíram ao chão. Desfiz-me em desculpas à dona-que-ainda-não-era dos cherries e baixei-me para os apanhar perguntando se queria que fosse buscar outra caixa. Ela olhou para mim de alto - o que não é dificil tendo em conta o meu metro e meio - não sorriu, não balbuciou um "não faz mal", não tentou ajudar na apanha, quedou-se séria a olhar para mim como se eu tivesse partido uma jarra companhia das indias. O rapazinho empregado ainda me disse que chamaria uma colega, eu respondi que não, não me custava nada apanhar e quando voltei a pegar na caixa, entornei os restantes, milhares, que rebolaram, alguns até aos pés da dona-que -ainda-não-era. Ela não mexeu um dedo. Morri de humilhação mas apanhei-os, um a um, fui enchendo as mãos de bolinhas encarnadas, rearrumei-os, vi que tinham sobrado alguns mesmo junto aos calcanhares da senhora, voltei a pôr-me quase de gatas e num repente deu-me ganas de ser cão para lhe ferrar uma dentada na tíbia.
Há gente muito mal disposta....