Tive um sonho.
E é tão raro sonhar...
Conduzia qualquer coisa muito grande. Achava eu, no princípio do sonho, que era um camião TIR, com atrelado e tudo.
Via o Tejo e a sua foz. E sol. Muito sol a cintilar naquela imensidão azul.
Ao passar em Santo Amaro de Oeiras, parei para tomar um café rápido. Ali mesmo à beira da água (talvez na marginal?) deixei o "veículo" encostado e vi-me a não confirmar se estava bem travado. Mas tanta era a pressa da cafeína ...
No subconsciente (temos subconsciente nos sonhos, percebi hoje), fiquei preocupada. Tanto que a meio do gole de café fui à montra espreitar. Eis que vejo o "veículo"...Não um camião mas um petroleiro enorme, cuja âncora se tinha desprendido das fracas areias da praia e à deriva, a grande velocidade, ia ao sabor do esvaziamento da maré, quase a chegar a Carcavelos. Enorme e livre!
Liguei para o 112 em aflição. O senhor que me atendeu ao invés de se zangar deu-me os parabéns por ter chamado e garantiu-me que iria tentar solução.
Mas como se consegue "agarrar" um barco destes, assim enorme?- perguntava-me eu em total desesperança aflitiva.
E acordei.
Já há muitos anos não tinha este alívio de perceber que afinal a vida dos sonhos não é real.
mercredi 11 juin 2014
dimanche 8 juin 2014
jeudi 29 mai 2014
Hoje no supermercado, enquanto punha as minhas compras na 'passadeira', e ao ajeitar o separador, dei uma topada em duas caixas sobrepostas de mini-tomates - pertencentes à cliente que me antecedia - e que estavam em espera para serem scanarizadas. A de cima escorregou, abriu a tampa e alguns caíram ao chão. Desfiz-me em desculpas à dona-que-ainda-não-era dos cherries e baixei-me para os apanhar perguntando se queria que fosse buscar outra caixa. Ela olhou para mim de alto - o que não é dificil tendo em conta o meu metro e meio - não sorriu, não balbuciou um "não faz mal", não tentou ajudar na apanha, quedou-se séria a olhar para mim como se eu tivesse partido uma jarra companhia das indias. O rapazinho empregado ainda me disse que chamaria uma colega, eu respondi que não, não me custava nada apanhar e quando voltei a pegar na caixa, entornei os restantes, milhares, que rebolaram, alguns até aos pés da dona-que -ainda-não-era. Ela não mexeu um dedo. Morri de humilhação mas apanhei-os, um a um, fui enchendo as mãos de bolinhas encarnadas, rearrumei-os, vi que tinham sobrado alguns mesmo junto aos calcanhares da senhora, voltei a pôr-me quase de gatas e num repente deu-me ganas de ser cão para lhe ferrar uma dentada na tíbia.
Há gente muito mal disposta....
mercredi 28 mai 2014
Passei por uma arena daquelas onde se encontram algumas mulheres em pé, com uma guita agarrada aos dentes, depilando meticulosamente sobrancelhas a outras, em sacões de fera a despedaçar a presa, de certeza babando em cima dela, e bafejando, também, acho.
Nunca tive coragem de parar para ver a técnica tal é o hábito de manter privada e quase misteriosa, esta prática feminina - que se vai tornando masculina, eu sei -.
Mas só hoje atentei para o nome da "empresa": Wiñk. Absolutamente onomatopeico. Se não o dizem, as senhoras despudoradas, certamente o pensam em cada pelo que lhe é puxado pelo cordel.
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