jeudi 29 mai 2014


Hoje no supermercado, enquanto punha as minhas compras na 'passadeira', e ao ajeitar o separador, dei uma topada em duas caixas sobrepostas de mini-tomates - pertencentes à cliente que me antecedia - e que estavam em espera para serem scanarizadas. A de cima escorregou, abriu a tampa e alguns caíram ao chão. Desfiz-me em desculpas à dona-que-ainda-não-era dos cherries e baixei-me para os apanhar perguntando se queria que fosse buscar outra caixa. Ela olhou para mim de alto - o que não é dificil tendo em conta o meu metro e meio - não sorriu, não balbuciou um "não faz mal", não tentou ajudar na apanha, quedou-se séria a olhar para mim como se eu tivesse partido uma jarra companhia das indias. O rapazinho empregado ainda me disse que chamaria uma colega, eu respondi que não, não me custava nada apanhar e quando voltei a pegar na caixa, entornei os restantes, milhares, que rebolaram, alguns até aos pés da dona-que -ainda-não-era. Ela não mexeu um dedo. Morri de humilhação mas apanhei-os, um a um, fui enchendo as mãos de bolinhas encarnadas, rearrumei-os, vi que tinham sobrado alguns mesmo junto aos calcanhares da senhora, voltei a pôr-me quase de gatas e num repente deu-me ganas de ser cão para lhe ferrar uma dentada na tíbia.
Há gente muito mal disposta....

mercredi 28 mai 2014

Passei por uma arena daquelas onde se encontram algumas mulheres em pé, com uma guita agarrada aos dentes, depilando meticulosamente sobrancelhas a outras, em sacões de fera a despedaçar a  presa, de certeza babando em cima dela, e bafejando, também, acho.
Nunca tive coragem de parar para ver a técnica tal é o hábito de manter privada e quase misteriosa, esta prática feminina - que se vai tornando masculina, eu sei -. 
Mas só hoje atentei para o nome da "empresa": Wiñk. Absolutamente onomatopeico. Se não o dizem, as senhoras despudoradas, certamente o pensam em cada pelo que lhe é puxado pelo cordel.

lundi 26 mai 2014

Coisas boas da Primavera:
- sumo de melancia
- andorinhas baby feitas bocas desmesuradas a espreitar do ninho
- o sol quente a querer vencer a nortada da Praia Grande e a abrir-nos poro a poro a pele do nosso corpo
- o milagre das sementes que se transformam em caule e folhas, cada vez mais folhas a cada dia
-o cheiro dos morangos na galeria das lojas
- a epifânia dos plátanos  que nos banha de verde-tenro