Primeiro de Julho, solarengo e de nortada.
Acabei de preparar, para o Verão, esta casa que apesar das paredes grossas me não protege do cortante sibilar do vento frio do norte, nem da neblina que apaga os pinheiros e entra sorrateira para dentro das roupas onde deixa, tal gato inteiro, o cheiro enjoativo.
Trinta e muitos anos de gestos iguais, nestes primeiros dias de 'silly season', pó agarrado às mãos, catarro alérgico na garganta, olhares enviesados à serra que me não deixa ver o horizonte mas se veste e reveste ao longo do dia. Varia acho que para me entreter.
O que mais quero, na verdade, é que o Verão se deixe de tonterias.