mardi 7 décembre 2010

Três quilómetros, de pinheiros e eucaliptos, disto eu, hoje, do mar. Acima deles, encolhida num pequeno outeiro, o vento desordena-me.
Nem uma só casa entre mim e as ondas que oiço bater na arriba, em estrondos de terra a tremer.
Hoje é Atlântico por inteiro, outra vez.

samedi 4 décembre 2010

Tomar banho num espaço que ronda os 0º é tortura...para não referir a necessidade de tirar roupa para cumprir "necessidades". Maldigo sempre o facto de não ser homem...tal como já o fazia quando era miúda e queria ter a liberdade deles.
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Os controladores espanhóis são umas bestas. Herdeiros dos anos 80 e da riqueza que seus antecessores construíram, vão ajudar a estragá-la.
A herança do futuro rei é muito mais pesada que a que Franco deixou a seu pai.
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Já gastei 50 kgs de lenha, hoje.
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Sei pouco sobre os segredos desvendados pelo tal sueco da wikileaks. Mas não percebo porque todo o media se escandaliza. Não sabemos todos o que são os mentideros da diplomacia?

mercredi 1 décembre 2010

sedas e cetins matinais

Não há alguém pela TVI que ensine às meninas locutoras a etiqueta das toilettes?
Zappando ao pequeno almoço, ao sintonizar a 4, parecia-me estar em jantar de (quase ) gala.

dimanche 28 novembre 2010

v(s)ida cruel

Não sou uma telespectadora disciplinada. Vejo pouco e, habitualmente, o que apanho em zapping. Mas ao domingo na 2 tento sentar-me às 9 da noite para assistir aos DOCs. Tenho apanhado bons documentários.
Hoje foi sobre Rock Hudson. Andei para trás vinte e tal anos. Tinha-me esquecido do choque que foi ver as fotografias dele no seu último ano de vida. Já não me lembrava do papel, corajoso, que teve na divulgação da doença, assim como o fantástico desempenho de Elizabeth Taylor que se entregou aguerridamente à chamada de atenção, da sociedade civil, para a necessidade de se patrocinarem pesquisas que assegurassem rapidamente o tratamento dos doentes. Julgo que os miúdos de hoje - e talvez por isso se esteja a assistir a um aumento de casos nos homossexuais - não têm a noção da decadência acelerada e aterradora que o vírus provoca. De como, à época, a decrepitude física tinha laivos de "castigo dos deuses" para os que embarcavam em comportamentos moralmente condenáveis.
Terá sido a partir daquele início da década de 80 que as cabeças começaram a mudar quanto à forma como se olhava para os comportamentos homossexuais. Julgo, mesmo, que a aceitação dos gay, a ênfase na luta pelos seus direitos enquanto "comunidade" minoritária, se iniciou com a batalha de E. Taylor contra a discriminação dos seropositivos. Cruelmente diria mesmo que o HIV deu uma forte ajuda aos homossexuais "ocidentais".