dimanche 18 avril 2010

e tudo se reduz a cinzas

Merkel partiu em comitiva automóvel pelas estradas da Peninsula Ibérica e, disseram-me agora, Cavaco Silva regressará a Lisboa utilizando o mesmo meio de transporte.
Parece um feito tão importante como o caminho marítimo para a India no séc XV!
Nada de mais, digo eu. Os meus pais fizeram a Europa toda de carro nos anos cinquenta/sessenta, por estradas agora chamadas de secundárias. E uma das bisavós cá de casa viajava, adolescente, até à Alemanha, em turismo cultural, no início do séc XX.

O que me preocupa é esta habituação à fácil mobilidade que caracteriza a nossa "aldeia global". Vai-se ali, 6000 quilómetros, porque não?, num instantinho. Na mala o essencial para poucos dias e dinheiro contado, muitas vezes a crédito, para um período de tempo específico. Os telemóveis carregados qb já que daí a dias está-se de volta, o ordenado cai na conta e o atm da esquina próxima permite retomar o serviço.

De repente veio a cinza. No more flying machines....

E agora?
Como se vai pagar o hotel?...se é que existem hotéis, baratos, que não estejam overbooked.
Como se compram as fraldas, papas, dodots dos bebés que acompanharam os pais?
Como se pede à família, no país de origem, que providencie fanfas se o telemóvel pifou? Ainda existem telegramas?
Como se arranjam medicamentos, e respectivas receitas, para os velhinhos que cada vez mais vemos de cadeiras de rodas, nos aeroportos?

Mas será que ainda não criaram campos de deslocados na Europa do Norte/Central? Isto é uma catástrofe.

E que bem me sabe estar em casa.

a room with a view

morning has broken, Praga, 07:00 am, Abril 2010

foi por um triz...


Praga, São Vito, Castelo, Abril, 2010

samedi 17 avril 2010

I like to fly





Cabo Espichel, Abril/2010