Viver.
Apenas talvez
pousar a minha mão na tua
e dizer: "Amo-te"
como se fosse sempre
a última vez...
(Plenitude, in Poemas de Alda Lara)
dimanche 14 février 2010
samedi 13 février 2010
medos
Tenho pânico de elevadores, como muita gente. Sobretudo cheios de muita gente.
Ontem tive mesmo de "apanhar" um.
Vinha com um carrinho carregadissimo de carga pesada. Não houve outra hipótese.
Esperei frente às portas. E foram chegando gentes com cargas tantas e tão pesadas e tão grandes como a minha.
Começo logo por perguntar-me se o elevador aguentará. Máxima capacidade: 60 pessoas. E não sei quantas centenas de quilos. Olhei em volta tentando calcular o peso de todos e de toda a mercadoria. Impossivel. Estupidez porque é que eu faço sempre isto.
Respirar .
Portas abrem-se. Espero que entrem ou entro primeiro? Se entro primeiro fico presa lá no fundo. Corro no entanto o risco de ficar de fora por não caberem mais carros.
Zuuum entro, encosto ao fundo e rapidamente faço histórias de vida de cada pessoa que entra e me acompanhará na viagem até sei lá quando. Mesmo antes das portas se fecharem. E calculo qual vai ser a reacção de cada um quando ficarmos fechados durante horas e sem ar e sem água e sem ninguém que nos abra as portas.
Traz!!. Portas definitivamente fechadas.
Porra. Nem respiro. E isto não anda. E as portas não abrem. Ah! ... já está a andar. Devagar, devagar, coisa horrivel ......
Pock. Parou. Portas!!!!!! Ufff abriram. Saio, dou três passos e já esqueci. Quer-se dizer, quase.
Ontem tive mesmo de "apanhar" um.
Vinha com um carrinho carregadissimo de carga pesada. Não houve outra hipótese.
Esperei frente às portas. E foram chegando gentes com cargas tantas e tão pesadas e tão grandes como a minha.
Começo logo por perguntar-me se o elevador aguentará. Máxima capacidade: 60 pessoas. E não sei quantas centenas de quilos. Olhei em volta tentando calcular o peso de todos e de toda a mercadoria. Impossivel. Estupidez porque é que eu faço sempre isto.
Respirar .
Portas abrem-se. Espero que entrem ou entro primeiro? Se entro primeiro fico presa lá no fundo. Corro no entanto o risco de ficar de fora por não caberem mais carros.
Zuuum entro, encosto ao fundo e rapidamente faço histórias de vida de cada pessoa que entra e me acompanhará na viagem até sei lá quando. Mesmo antes das portas se fecharem. E calculo qual vai ser a reacção de cada um quando ficarmos fechados durante horas e sem ar e sem água e sem ninguém que nos abra as portas.
Traz!!. Portas definitivamente fechadas.
Porra. Nem respiro. E isto não anda. E as portas não abrem. Ah! ... já está a andar. Devagar, devagar, coisa horrivel ......
Pock. Parou. Portas!!!!!! Ufff abriram. Saio, dou três passos e já esqueci. Quer-se dizer, quase.
vendredi 12 février 2010
mardi 9 février 2010
circulação de elites...
A propósito deste post do Pitigrili, ainda não vi Invictus mas lembrei-me de um autocarro para "whites only" em Sea Point que não parou porque eu estava queimada de vários dias de sol na praia.
E lembrei-me também de uma manhã num café em Malanje, onde eu fui bem menina para assistir às corridas. Havia um preto rapazinho, paralítico, que andava a pedir esmola. Um parvolas luandense, tentando fazer graça perante o seu grupo de parvolas iguais a ele, atirou-lhe uma moeda para longe. Não deixei que o pedinte se arrastasse. Fui apanhar o dinheiro e entreguei-lho na mão.
Acho mesmo que há padrões de sobrevivência que são transmitidos geneticamente.
E lembrei-me também de uma manhã num café em Malanje, onde eu fui bem menina para assistir às corridas. Havia um preto rapazinho, paralítico, que andava a pedir esmola. Um parvolas luandense, tentando fazer graça perante o seu grupo de parvolas iguais a ele, atirou-lhe uma moeda para longe. Não deixei que o pedinte se arrastasse. Fui apanhar o dinheiro e entreguei-lho na mão.
Acho mesmo que há padrões de sobrevivência que são transmitidos geneticamente.
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