samedi 9 janvier 2010
flec
daqui a uns anos talvez exista uma rua, no enclave da cabinda, com o nome "Heróis de 8 de Janeiro"
jeudi 7 janvier 2010
mercredi 6 janvier 2010
angústias e almofadas
Fui ao IKEA pela terceira vez na minha vida. É que aquele espaço me dá uma certa claustrofobia ou o que seja. Irrita-me ser obrigada a percorrer quilómetros seguindo setas após setas e chegar ao meio das setas e não perceber onde é o norte ou de onde vim ou para onde vou.
Escolhi em grande quantidade e em maior volume. Parei no balcão do "business IKEA" para encomendar a mercadoria e o transporte e, melhor que tudo, a montagem da dita. Sentei-me à espera da menina que atendia outros, mergulhada no teclado do computador de ar compenetradamente furioso. Tive, então, tempo para degustar a paisagem da fauna dos humanos que obrigatoriamente à minha frente passava. Vi de tudo um pouco. Senhoras mais velhas apoiadas por outras senhoras um pouco menos velhas, casais recentes e outros nem tanto, meninas cheirosas e outras gordurosas, balzaquianas muito preocupadas em manter a concentração necessária para a escolha certa do artigo certo. E grávidas. Imensas. Acho que agora engravidam todas ao mesmo tempo para juntarem as licenças de maternidade às férias de verão dos cônjuges. Será?
Quando acabei a encomenda já sabia que o coração se me iria acelerar durante a travessia do Grand Canyon das mega-embalagens que é o armazém de auto-serviço. Que pavor que aquilo é. Valeu-me a expectação de adormecer numa almofada de penas de pato - que encontrei numa seccção especializada, durante os percurso das setas, e que eu não sabia de todo que existia - especialmente desenhada para pessoas que dormem de lado. É que as há, também, para aqueles que dormem de barriga para cima ou para os que dormem de barriga para baixo. E é o que eu vou fazer agora. De lado. Apesar do leve cheiro a parreco que de lá sai. Se calhar é sugestão.
Escolhi em grande quantidade e em maior volume. Parei no balcão do "business IKEA" para encomendar a mercadoria e o transporte e, melhor que tudo, a montagem da dita. Sentei-me à espera da menina que atendia outros, mergulhada no teclado do computador de ar compenetradamente furioso. Tive, então, tempo para degustar a paisagem da fauna dos humanos que obrigatoriamente à minha frente passava. Vi de tudo um pouco. Senhoras mais velhas apoiadas por outras senhoras um pouco menos velhas, casais recentes e outros nem tanto, meninas cheirosas e outras gordurosas, balzaquianas muito preocupadas em manter a concentração necessária para a escolha certa do artigo certo. E grávidas. Imensas. Acho que agora engravidam todas ao mesmo tempo para juntarem as licenças de maternidade às férias de verão dos cônjuges. Será?
Quando acabei a encomenda já sabia que o coração se me iria acelerar durante a travessia do Grand Canyon das mega-embalagens que é o armazém de auto-serviço. Que pavor que aquilo é. Valeu-me a expectação de adormecer numa almofada de penas de pato - que encontrei numa seccção especializada, durante os percurso das setas, e que eu não sabia de todo que existia - especialmente desenhada para pessoas que dormem de lado. É que as há, também, para aqueles que dormem de barriga para cima ou para os que dormem de barriga para baixo. E é o que eu vou fazer agora. De lado. Apesar do leve cheiro a parreco que de lá sai. Se calhar é sugestão.
samedi 2 janvier 2010
"o mar enrola na areia
...ninguém sabe o que ele diz
bate na areia e desmaia
porque se sente feliz"
Hoje consegui andar a pé da "minha" praia. Há que tempos que não o fazia. Ou porque chovia ou porque não podia ou porque a nortada me entrava pelo fecho do blusão e me arrefecia tudo até à alma.
Soube no windguru que estaria vento sul, quentinho então.
Estava. Nublado mas pouco frio.
E aquele mar enrola a areia de tal jeito... nem sei bem o que ele lhe diz que ora ela invade tudo e dá jus ao nome que a praia tem - Grande - ou lhe diz palavras doces, a enrola e a leva com ele. Desmaiar é que não faz pois que continua bravo, barulhento, a deixar gente salgada mas renovada.
Bom começo de novo ano, é o que foi.
bate na areia e desmaia
porque se sente feliz"
Hoje consegui andar a pé da "minha" praia. Há que tempos que não o fazia. Ou porque chovia ou porque não podia ou porque a nortada me entrava pelo fecho do blusão e me arrefecia tudo até à alma.
Soube no windguru que estaria vento sul, quentinho então.
Estava. Nublado mas pouco frio.
E aquele mar enrola a areia de tal jeito... nem sei bem o que ele lhe diz que ora ela invade tudo e dá jus ao nome que a praia tem - Grande - ou lhe diz palavras doces, a enrola e a leva com ele. Desmaiar é que não faz pois que continua bravo, barulhento, a deixar gente salgada mas renovada.
Bom começo de novo ano, é o que foi.
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