Conheci-o recém nascido atrás do balcão da papelaria da família. Único neto, único filho de um pai que eu também vi crescer, único sobrinho.
Deus lhes dê forças.
jeudi 29 octobre 2009
mercredi 28 octobre 2009
Não só os debates sobre pontes serão agradavelmente visionados...
Agradecendo ao Espumante.
A imagem do governo está, de facto, melhorada
(na foto: Gabriela Canavilhas, Ministra da Cultura)
A imagem do governo está, de facto, melhorada
(na foto: Gabriela Canavilhas, Ministra da Cultura)
mardi 27 octobre 2009
'Lisboa tem um Tejo de ilusões'...
...e 'tem o sol mistificado, nas praças, nas vielas, avenidas'*
* José Cid/José Calvário, Lisboa Perto e Longe
* José Cid/José Calvário, Lisboa Perto e Longe
dimanche 25 octobre 2009
Acolhi na minha casa uma minha mãe em mergulho acelerado no buraco do alzheimer. Durante a semana temos apoios de terceiros. Aos fins de semana ficamos sozinhas, travando diálogos (im)possíveis, surreais alguns, ou soltando silêncios cansados.
Uma das distrações é levá-la de passeio à beira Tejo, na esplanada preferida beber um carioca de limão e manducar um queque tostadinho. Come-o daquele jeito que só os velhinhos têm, como se dele dependesse a sobrevivência por mais uns anos. As migalhas não aproveitadas e que descuidadamente caem ao chão debicam-nas os pardais.
Às vezes aventura-se um pombo no meio da pardalagem. Enxoto-o porque os não gosto.
A minha parte é beber a micro-italiana que as meninas já aprenderam a tirar, e observar o mundo. Hoje, na mesa da esquerda sentaram-se dois senhores, cinquentões talvez, espanhóis por todos os poros. As parceiras vieram pouco depois de tabuleiros com o desayuno. Achei graça às trocas entre dois elementos de um casal. Ela passou-lhe a chávena fumegante. Ele entregou-lhe a sanduíche para que a decascasse do celofane e imediatamente recebeu o pequeno frasco de compota que teimava em não abrir. Práticas porventura antigas que dispensam uma palavra.
Na mesa da direita estava outro casal. Português. Também foi ela quem trouxe o tabuleiro. Ele, de costas para mim, já mergulhara no DN. O pombo, desta vez, resolveu ir maçá-lo. Aterrou uma, aterrou duas, à terceira o senhor deu-lhe com o suplemento tão veementemente que lhe ficou a capa na mão tendo o resto voado directo à minha cara. Valeram-me os bons reflexos. Apanhei a revista desalinhada em voo. Levantou-se pálido. E balbuciou de dentro do pedaço de pão de leite mastigado:
"Desculpe! É que não posso com pombos". "
"Não faz mal. Eu também não."
Uma das distrações é levá-la de passeio à beira Tejo, na esplanada preferida beber um carioca de limão e manducar um queque tostadinho. Come-o daquele jeito que só os velhinhos têm, como se dele dependesse a sobrevivência por mais uns anos. As migalhas não aproveitadas e que descuidadamente caem ao chão debicam-nas os pardais.
Às vezes aventura-se um pombo no meio da pardalagem. Enxoto-o porque os não gosto.
A minha parte é beber a micro-italiana que as meninas já aprenderam a tirar, e observar o mundo. Hoje, na mesa da esquerda sentaram-se dois senhores, cinquentões talvez, espanhóis por todos os poros. As parceiras vieram pouco depois de tabuleiros com o desayuno. Achei graça às trocas entre dois elementos de um casal. Ela passou-lhe a chávena fumegante. Ele entregou-lhe a sanduíche para que a decascasse do celofane e imediatamente recebeu o pequeno frasco de compota que teimava em não abrir. Práticas porventura antigas que dispensam uma palavra.
Na mesa da direita estava outro casal. Português. Também foi ela quem trouxe o tabuleiro. Ele, de costas para mim, já mergulhara no DN. O pombo, desta vez, resolveu ir maçá-lo. Aterrou uma, aterrou duas, à terceira o senhor deu-lhe com o suplemento tão veementemente que lhe ficou a capa na mão tendo o resto voado directo à minha cara. Valeram-me os bons reflexos. Apanhei a revista desalinhada em voo. Levantou-se pálido. E balbuciou de dentro do pedaço de pão de leite mastigado:
"Desculpe! É que não posso com pombos". "
"Não faz mal. Eu também não."
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