dimanche 22 mars 2009

Quase simultaneamente me perguntaram se iria à rua:
"Podias aproveitar para trazer A Bola"; "Precisava da Sábado e da Visão..." Bom pretexto para dar uma voltinha, pensei eu. Fui à BP. A das Torres já que a da Av. India estava inacessível por conta da maratona.
Deparei com o meu bairro invadido por uma multidão suada, corada, de garrafa na mão, bonés encarnados e mochilinhas às costas...Pareciam os meninos das colónias de verão da Praia Grande, repartidos em grupos pequenos, de t'shirts iguais ou balões agarrados ao pulso...Havia alguns, até, que tinham monitor(a) que se rodeava de seguidores, ouvindo atentos as suas palavras acompanhadas de largos gestos e sovaquinhos encharcados...Estariam certamente a comentar a cãimbra ao terceiro quilómetro.
Também vi solitários que, eventualmente por falta de companhia que os distraísse da dor, traziam esgares sofridos, coxeavam ou se agarravam às árvores. Enquanto esperei, na fila compacta de trânsito, - que jamais a vinda do mais importante chefe de Estado aos Jerónimos provocou alguma vez, em dia de semana - receei testemunhar uma apoplexia.
E a alegria do reencontro ....quantos vieram correndo para os braços de familiares cujos carros se encontravam estacionados por cima dos passeios de Belém...
On s'amuse!

dimanche 15 mars 2009

le gusta conducir?

Apanhei o Discovery em zapping na altura em que estava a começar a publicidade....Todos os anúncios em espanhol! Anúncios giros e bem engendrados mas senti-me em Madrid. BMW é bêmêubê...le gusta conducir??

samedi 7 mars 2009

a idade

A propósito de um post de Helena Sacadura Cabral, também eu me tenho admirado com o facto de os empregadores preferirem mulheres mais novas (excluindo, claro está, o facto de ser mais agradável à vista passarem os olhos numa linda senhora trintona do que numa linda senhora cinquentona...e isto é verdade para os dois géneros).
O factor idade, na maior parte das actividades e no que diz respeito exclusivamente às potencialidades técnicas e à capacidade, até poderia dar vantagem às mais velhas. Não mais ficarão grávidas. Não mais terão direito a meses sem fim de baixa e dias sem fim de assistência às amigdalites, otites e outros ites que tais. Não mais serão obrigadas a sair à hora em ponto para irem buscar as crias à creche, às amas, aos tempos livres, ao ténis ou à natação.
Há, mesmo, uma teoria muito interessante de um "maduro" que eu não recordo o nome nem me apetece ir ao sotão rebuscar os calhamaços de Antropologia Física. Ele resolveu tentar perceber porque é que o aparelho reprodutor da mulher é o único que colapsa por volta dos cinquenta anos, mantendo-se todos os outros a funcionar correctamente. A mulher não tem estrógenios nem menstruação, não procria mas é igualmente activa ou, em muitos casos, muito mais activa e participante porque deixa de sofrer das anemias recorrentes das perdas mensais e dos partos.
E então o tal "maduro" chegou à conclusão que isso se deve à necessidade, no seio do grupo humano, de prestação de assistência às crianças e suas mães. Ou seja, numa tribo, a partir dos cinquenta, as mais velhas que já procriaram o suficiente, deixam de o fazer para poderem não só ajudar as suas congéneres mais novas a fazerem crescer as crias, cuidando das menos bebés enquanto as mães amamentam. Acima de tudo, mantêm a energia e o vigor físico necessários à prática da recolecção, caça leve e recolha de lenha, tendo em vista o sustento do grupo.
Resumindo. As cinquentonas só já não conseguem fazer bebés. Tudo o resto lhes é, física e intelectualmente, permitido e as mais das vezes com requintes inerentes à maturidade.

samedi 28 février 2009

a primavera está já ali

A florista da esquina do mercado de algés vendeu-me frésias.

Já vejo os botões do meu jasmim.

As gansas de Porto Novo estão a aninhar...
... e os maridos enfurecem-se com os aliens que invadem o buraco quatro....