samedi 31 janvier 2009

uma boa acção e uma tentativa

Saí de manhã cedinho para ir tomar café, às escondidas do cão que se me vê a sair e não o levo fica a uivar desesperado. Não levei guarda-chuva porque ele, o cão, sabe que quando o apanho, ao guarda-chuva, é sinal de passeio e ficaria a uivar na mesma, mesmo que não me visse sair.
No regresso já chovia. Entrei na drogaria que também é perfumaria. Propuseram-me dois: um de plástico pequenino e de copa verde, por sete euros e meio e outro de madeira, grande e copa bordeaux, por dez euros. Preferi este último, não só porque, mais sólido, não se desfaria ao primeiro vento, mas também porque o verde faz-me ainda mais verde do que já sou. Só mais tarde percebi que tinha "Ayer" gravado no cabo ...ou seja, terá sido um brinde da marca às sortudas que compram cremes chiques... não teve destinatária e à conta da crise foi posto à venda.

Seguidamente decidi ir a Lisboa, à Estrela, comprar meias de descanso já que estas pernas contam, cada uma, uns quantos anos de muito penar.

Segui pela Junqueira ao som de Schubert...que há-de melhor em dias de chuva?....e reparei numa senhora, encostada a um portão à frente do Egas Moniz, com um bebé num carrinho, sem gabardina nem guarda chuva. Não consegui prosseguir. À frente do lar de velhinhos da cuf onde antigamente havia a fábrica dos chocolates, quase a chegar à "casa" dos eléctricos dei meia volta, passei o Egas, dei meia volta outra vez por cima do risco contínuo ("se há por aqui um polícia lixo-me...mas ele há-de perceber que não se pode deixar um bebé à chuva muito menos a mãe dele")..parei à frente da senhora e perguntei-lhe se não queria o guarda chuva...novo...brinde da Ayer que eu comprei por dez euros...
Aceitou . Saíra do hospital, de uma consulta, e estava à espera do marido que tinha ido buscar o carro. Este, o carro, estaria estacionado em Belém certamente...o homem demorou 20 minutos. Pensei deixar o guarda chuva e ir á minha vida mas, raios, acabara de o comprar e p'ra mais é sólido...e eu iria precisar dele - como mais tarde constatei numa Calçada da Estrela transformada em ribeiro, com automóveis quase anfíbios, produtores de duches certeiros-
Várias vezes sugeri que entrassem no meu carro enquanto esperavam, já que os jeans fininhos do crianço do carrinho pingavam. Não aceitou se calhar com medo que os levasse Lisboa fora e o marido não os encontrasse nunca mais...
Por fim chegou o pai, seco, e de ar vigoroso. Não saíu. Destrancou a porta e esperou que ela me devolvesse o guarda chuva e ainda mais se desculpasse pelo facto de estar molhado...era, de facto, fonte de uma cascata que me inundou o tapete...

Segui Junqueira fora a pensar que se fosse escuteira teria cumprido a boa acção do dia.

Estacionei no jardim da Igreja da Estrela. Num lugar que estava ali mesmo bem à minha espera. Fui às meias. Quase nadei. Alaguei-me. Voltei ao carro. Atendi o telemóvel e entretanto vejo uma senhora em grande esforço, estacionando em cima do passeio oposto. Interrompi a conversa, abri um pouco a janela e disse-lhe, cheia de boa vontade, que ia sair. Recusou o lugar. "Aí tenho de pagar parquímetro". Ah! ....Bom seria que houvesse uma mãe com um carrinho de bebé, impedida de circular naquele espaço, e que num acesso de desespero lhe riscasse o dela de trás para a frente...

samedi 24 janvier 2009

O menino mais velho da terceira geração faz 8 anos amanhã. A mãe dele sugeriu que lhe comprasse uma bola de futebol "à séria" e um capacete para bicicletar.
O menino mais novo de segunda geração cravou-me "mais duas camisas" para ir trabalhar também "à séria".
Não tive tempo de me aventurar nas compras durante a semana e estas questões serviram de desculpa para ficar em Lisboa. Sozinha. Em casa. Sem alguém a precisar da casa de banho ou a interromper o pequeno almoço. Nem mulher-a-dias e o aspirador que a persegue.

Amoreiras - o que que amo as amoreiras ao sábado de manhã!! -...carro estacionado no sítio mesmo que eu gosto...pouca gente e de ar lavado.

À tarde Decathlon. Trânsito pegado ....e lá dentro uma chusma de gente, multidão heterogénea no que diz respeito a fenótipo, género e status social.
Uma festa: logo à entrada um grupo de rapazinhos jogando ping-pong.
Lá dentro ainda maior proactividade: uma menina lindinha a bater uma bola de basket e um senhor respeitável que calhou cruzar-se com ela, roubou-lha, deu quatro toques e uma daquelas voltas à LALakers. Por segundos ela franziu o sobrolho mas logo recebeu a bola com um sorriso, continuando alegremente pelos corredores...
Oiço en passant "Pai vamos comprar mais alguma coisa?", "Não..já comprámos muitas...".
No corredor do futebol aconteceu-me o inevitável: qual bola é que levo?? Lá ao fundo um teenezinho em toques de pé suaves. "Olhe, você deve perceber disto! Que bola levo para um rapaz de 8 anos?" Não hesitou "Adidas iniciação".
Depois o capacete : Escolhi o menos infantil..para júniores- ajustável - que é o que ele já quase é.

...e mais um par de luvas para o golf que não me chega só a esquerda...e tão difícil é encontrar uma direita...pobres canhotas!

Depois fila nas caixas. Por impulso apanhei mais uma (é a quarta que compro!!) lanterna sem pilhas...acende-se por rotação manual (e não é que precisei dela há pouquinho que se me foi a luz por desmaio de excesso de consumo...). Espera. Ocasião ideal para ver o mundo que me rodeia: secção de ski ali mesmo. Uma senhora, mid-trinta e o marido a provarem après-skis, e o seu rebento de talvez três anos envergando duas botas tamanho quarenta, estático no mesmo lugar- boa estratégia para os manter quietos-. Eis senão quando apareceu uma outra senhora, mid -vinte, túnica abaixo do rabo e collants pretos tapando umas pernas compridas e bem feitas. Também a apalpar après-skis...e o pai do menino das botas de repente alheado das que tinha meio-calçadas.
Gosto de gente.

dimanche 18 janvier 2009

When I born, I Black
When I grow up, I Black
When I go in sun, I Black
When I scared, I Black
When I cold, I Black
When I sick, I Black
When I ill, I Black
When I die, I still Black
And you white fella
When you born, you pink
When you grow, you white
When you go in sun, you red
When you scared, you yellow
When you cold, you blue
When you sick, you green
And when you die, you gray
And you calling ME Coloured?


Quand même, Obama tinha mesmo o nariz escarlate, ontem à chegada a Washington, tal era o frio...

mercredi 14 janvier 2009

in Público

Leio o jornal quando fumo o último cigarro do dia.

Encontrei-te por lá...