samedi 31 mai 2008

Amy Winehouse

Descobri-a não há muito tempo. Creio que foi quando soube que tinha ganho um prémio da MTV.
E fiquei deslumbrada com o seu talento. Fui sabendo, en passant ,notícias relacionadas com os seus problemas de consumo.

Não vou ao Rock in Rio porque não me apetece mergulhar em 100.000 ululantes pessoas e ainda menos tenho apetência para coabitar numa tenda vip com outras tantas dezenas para as quais tenho pouca pachorra.

Sentei-me, então, ontem, frente à TV.

Emocionei-me com o espectáculo dos tais milhares de seres em sintonia com a brasileira que deita abaixo qualquer mulher de tendência anoréctica e faz inveja a qualquer corredor de maratona....

E esperei calmamente a frágil Winehouse...quarenta e cinco minutos acho eu...durante os quais a pateta da menina da SIC Radical foi debitando graçolas tais como "...a Amy vem de uma Casa de Vinho", lado a lado com o risonho dos Xutos que devia não se rir de todo tendo em conta o seu próprio passado...

Finalmente apareceu.

E eu, que me lembro da Joplin e de Morrison permaneço indignada com o facto de a organização do espectáculo ter permitido que uma miúda naquele estado tivesse sido sujeita a uma tal humilhação. Sobretudo porque soube, de fonte segurissima, que o atraso se deveu à necessidade de lhe serem prestados serviços médicos por parte do INEM, devido a actos de auto-mutilação nos bastidores mesmo do rock in rio...os quais, eram, aliás, bem visíveis.

Inaceitável. Pobre miss Winhouse.

jeudi 29 mai 2008

the wettest spring ever

a living-room with a view at 7:45 am...e depois de uma noite a ouvi-la cair e a pensar "mas isto nunca mais acaba??"

mercredi 21 mai 2008

Uma tarde em Macau, quando lá estive da primeira vez, apanhei a saída das aulas dos colégios. Impressionou-me o enorme bando de crianças, descendo a rua adjacente às escadarias das ruínas de S.Paulo, fardadas de azul e branco, risonhas, em algazarra e coradinhas. Muitas delas pela mão de senhoras mais velhas que presumi serem suas avós.

Outra tarde, fazendo footing por uma das avenidas "marginais" passei por outra escola, de janelas abertas, e de onde saía um "cantarejar" de lenga-lengas incompreensíveis. Talvez seja a tabuada...pensei.

Soube também, nessa altura, que havia um Hotel perto onde se transacionavam meninas bebés... e não fora o meu "metade" ser como é, teria trazido uma para Lisboa dando oportunidade aos meus filhos para se enriquecerem de uma irmã oriental...

Não deixo de pensar nisto enquanto nos chegam as notícias lá da China.

mardi 20 mai 2008

fenótipos

A maioria de nós - os que vivemos em Lisboa - por esta altura do ano costuma estar mediamente "tostada" de praia...ou simplesmente corada pelo sol da primavera.

Olho em roda e chego à conclusão que estamos a "virar" belgas. Verdes pelo cinzento do céu .... neuras e tristes....

Vão-se embora gaivotas !

Tive no entanto o gosto de perceber que o "anil" (??) dos jacarandás é ainda mais luminoso em fundo de nuvens antracite.