se eu não fizer
assim (como hei-de
dizer?) amor
sim amor contigo
muitas (meu deus) vezes
com preguicinhas boas
tolices ao ouvido
revoadas de beijos
repentes dentes
olhares pestanejados com carinho
oh
nem terei nome
serei "o coiso" "esse aí" o "como
é que ele se chama?"
o que dorme singelo
o que ninguém (ai ai) ama
"O Inominado"
Alexandre O'Neill
in Poesias Completas
mardi 12 février 2008
Ai Santo Malthus!
De manhãzinha cedo fui à italiana bem tirada pelo Sr. Manel que tem ar de artista reformado do Verde Gaio ou porventura ex-dançarino de Teatro de Revista. À entrada, um rapazinho romeno de expressão corporal e linguarejar característico pediu-me esmola. Não dou esmolas. Ponto.
Segui caminho e dei de caras com o pai dele, sentado num jornal, de mão estendida, à entrada do talho. Entrei a vociferar contra a praga de romenos . O talhante informou-me que já tinha dado um bocado de chouriço ao miúdo. E ao pai tinha feito o favor de, a seu pedido, pôr o telemóvel a carregar.....
Segui caminho e dei de caras com o pai dele, sentado num jornal, de mão estendida, à entrada do talho. Entrei a vociferar contra a praga de romenos . O talhante informou-me que já tinha dado um bocado de chouriço ao miúdo. E ao pai tinha feito o favor de, a seu pedido, pôr o telemóvel a carregar.....
Inscription à :
Articles (Atom)
