vendredi 15 août 2008

a room with a view/behind the window glass

Foi há dias, numa manhã de vento gelado que eu encontrei este bebé-andorinha, felpudo, de penugem aturdida pela nortada e gordinho, no varão do toldo da varanda.


Pouco depois apareceu a mãe (ou o pai?) com o pequeno almoço .

Reparei que afinal a varanda era um infantário de andorinhas esfomeadas. Outros pais ou outras mães foram aparecendo. Consegui apanhá-las em flagrante porque percebi que as pequeninas desatavam a bater asas um pouco antes da refeição chegar ao destino-seu-próprio-bico.




Tenho particular estima por estes bichos. Não só pela universalmente romântica anunciação da Primavera, quando estamos todos exaustos de frio e chuva.
Também porque regressam sempre, persistentemente ultrapassando as agruras da migração inter continental.
Também por ser África o outro continente que escolhem para viver.
Mas sobretudo porque me salvaram a vida num Agosto longínquo em que estive doente, mais de alma do que de físico, e as via - não estas.....provavelmente as suas tetravós .... - ensinando as suas trisavós a aventura dos primeiros voos, a partir de um fio de telefone que ao tempo passava frente à janela pela qual eu tentava achar graça ao mundo.