Descobri-a não há muito tempo. Creio que foi quando soube que tinha ganho um prémio da MTV.
E fiquei deslumbrada com o seu talento. Fui sabendo, en passant ,notícias relacionadas com os seus problemas de consumo.
Não vou ao Rock in Rio porque não me apetece mergulhar em 100.000 ululantes pessoas e ainda menos tenho apetência para coabitar numa tenda vip com outras tantas dezenas para as quais tenho pouca pachorra.
Sentei-me, então, ontem, frente à TV.
Emocionei-me com o espectáculo dos tais milhares de seres em sintonia com a brasileira que deita abaixo qualquer mulher de tendência anoréctica e faz inveja a qualquer corredor de maratona....
E esperei calmamente a frágil Winehouse...quarenta e cinco minutos acho eu...durante os quais a pateta da menina da SIC Radical foi debitando graçolas tais como "...a Amy vem de uma Casa de Vinho", lado a lado com o risonho dos Xutos que devia não se rir de todo tendo em conta o seu próprio passado...
Finalmente apareceu.
E eu, que me lembro da Joplin e de Morrison permaneço indignada com o facto de a organização do espectáculo ter permitido que uma miúda naquele estado tivesse sido sujeita a uma tal humilhação. Sobretudo porque soube, de fonte segurissima, que o atraso se deveu à necessidade de lhe serem prestados serviços médicos por parte do INEM, devido a actos de auto-mutilação nos bastidores mesmo do rock in rio...os quais, eram, aliás, bem visíveis.
Inaceitável. Pobre miss Winhouse.