Foi um fim de semana de Banco Alimentar.
Habitualmente não dou. Porque me irritam os meninos, meninas e senhoras que fazem "social" à porta dos supermercados. Parecem-me as missas onde eu ia quando adolescente...encontrava todos os meus amigos e todas as tias suas mães....nós arranjávamos namorados...ou mantinhamo-los...e elas comparavam toilettes e controlavam quem comungava.
Mas desta vez dei. Tinha acabado de ver Isabel Jonet pedindo essencialmente azeite, óleo, arroz. Acrescentei Cerelac porque me lembro do sofrimento que era, há muitos anos, ver a farinha a acabar e não ter dinheiro para comprá-la. Depositei o saco do BA no sítio devido e saí do Pingo Doce levando quatro padas, e duas embalagens de Haggen Dasz ...afinal tinha ido às compras como pretexto para andar a pé. Já a meio do caminho de regresso a casa, pensei
"Caramba!! Levo aqui gelado caro... deixei o essencial. Sortuda Margarida!".
E dei por mim a pensar numa conferência a que assisti em casa de uma senhora seguidora de Escrivá de Balaguer. O tema era o "Supérfluo". Saí antes do fim porque a seguir a um chá "à antiga"... rissóis, empadas, sandezinhas e bolinhos em toalha de renda...uma das senhoras presentes, depois de comentar as férias na neve e a viagem a NY, declarou que não sabia o que era "o" supérfluo...pois cada pessoa tinha uma "idéia" diferente desse conceito...dependendo da capacidade económica. E dava exmplos: "Para uns uma mulher-a-dias é um bem supérfluo para outros é uma necessidade vital." Saí, como disse.
.... ainda não comi o "Belgian Chocolate"...e encontrei isto no google.